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A ausência de crise eletroencefalográfica
(registrada com eletrodos no couro cabeludo), durante um evento motor
paroxístico, descarta uma convulsão, exceto se os eventos consistirem
en risotadas paroxísticas. Estas, num recém nascido, podem indicar uma
epilepsia gelástica, que é um tipo raro e peculiar de convulsão associada
com hamartomas do hipotálamo. As epilepsias gelásticas consistem numa
explosão de hiperpnea, acompanhada de repetidos sussurros e risadas. Estos
eventos podem acompanhar-se de sacudidas dos membros. Os eventos têm uma
duração de um à três minutos e consistem en episódios múltiples de 20-30
segundos cada um. A epilepsia gelástica pode começar desde o nascimento.
Os eventos não interferem com as atividades normais dos recém nascidos.
As convulsões gelásticas não se associam com crise epiléptica eletroencefalográfica.
Num paciente, a TCESF ictal demonstrou aumento de captação na área do
tumor, mais o TCESF interictal não o fisso.
Reflexos
patológicos
O termo reflexos patológicos
se usa para descrever eventos motores paroxísticos com características
positivas e negativas específicas. As características positivas são mostrar:
(1) senhais de fadiga, (2) sumação espacial e temporal, e (3) variações
na frequencia e direção dos movimentos com a mudança de posições da região
afetada. (pressione a tela abaixo)
As características negativas
são as de: (1) não ser um reflexo fisiológico do recém nascido; (2) não
coincidir com eventos eletroencefalográficos epilépticos, nem com um aumento
focal de captação do isótopo ao nível cortical; e (3) não reunir os requisitos
para o diagnóstico de tremores benignos.
Os reflexos patológicos ocorrem
em recém nascidos encefalopáticos e em recém nascidos com o sindroma de
hiperexcitabilidade.
Reflexos
patológicos em recém nascidos encefalopáticos
Os reflexos
patológicos que ocorrem em recém nascidos encefalopáticos consistem em
movimentos repetitivos dos olhos e pálpebras, movimentos de pedalar ou
de dar uns passos, tremores, movimentos repetitivos dos braços, posturas
de descerebração e decorticação, e torções do tronco e da cabeça ou de
ambos (pulse o botão esquerdo na tela abaixo).
Existem três teorias sobre a
origem dos reflexos patológicos que ocorrem en recém nascidos encefalopáticos
com uma atividade eletroencefalográfica de base significativamente deprimida.
A primeira teoria é que estos
reflexos patológicos são o resultado da liberação de centros subcorticais
da influência cortical; daqui se origina o uso dos termos de fenômenos
de liberação subcorticais e fenômenos de liberação do tronco cerebral
para referir-se a estes reflexos patológicos. Esta teoria se basa em que
estes eventos ocorrem em recém nascidos com uma atividade eletroencefalográfica
de base deprimida e no parecido que existe entre as manifestações clínicas
destes reflexos patológicos e os reflexos primitivos de origem subcortical.
A segunda teoria é que estes
reflexos patológicos são o resultado de uma atividade electroencefalográfica
ictal na cortiça cerebral que não se manifesta no eletroencefalograma
convencional por razões relacionadas com o foco epiléptico (baixa amplitude
ou uma origem muito longe dos eletrodos) ou com condições da cortiça cerebral
(destrução das áreas corticais superficiais que predisponham à projeção
da corrente elétrica do foco epiléptico até a superficie cortical). Esta
teoria se basa em que um número grande de pacientes com estes reflexos
patológicos também têm convulsões. A ausência de aumento focal de captação
do isótopo na cortiça cerebral durante estes reflexos patológicos não
avaliza esta teoria (Figura 9.1).
| A |
B |
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Figure 9.1— [A] Reflexo patológico caracterizado pela elevação
dos dois braços. Atividade do fundo electroencefalográfico deprimida;
não há registro de um patrão de convulsões electroencefalográficas; [B]
TCESF
mostra ausência de aumento de perfusão focal hemisférica.
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