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Os infartos
cerebrais arteriais da zonas limítrofes em neonatos prematuros levam a
leucomalácia periventricular. A leucomalácia periventricular é diagnosticada
demonstrando a ecogenicidade aumentada pelo ultrasom cerebral que persiste
por mais de 7 dias ou associado com a cavitação. A ecogenicidade aumentada
é apreciada melhor na área peritrigonal. A cavitação ocorre 2 a 6 semanas
após o episódio de hipoperfusão (Figura 247.1).
Figura 247.1.—
Diagnóstico e evolução da leucomalácia periventricular. Ecogenicidade
aumentada nos ângulos laterais dos ventrículos laterais e na região peritrigonal
(setas amarelas) em 7 dias de idade (7 D); cavitação (setas verdes) vista
melhor na região frontal em 20 dias (20 D) e 37 dias (37 D).
A cavitação
pode ser muito extensa. A cavitação é melhor delineada por RM do cérebro
do que pelo ultrasom (Figura 247.2). A leucomalácia periventricular pode
também ocorrer nos neonatos com ventriculite, desordens metabólicas, e
hidrocéfalo.
A leucomalácia periventricular é geralmente assintomática durante
o período neonatal.
Figura 247.2.—
RM do cérebro que demonstra leucomalácia periventricular extensa.
Infarto
da zona limítrofe em neonatos à térmo
Os
infartos arteriais da zona limítrofe são menos comuns em neonatos à
termo. Os infartos arteriais da zona limítrofe em neonatos `a termo
ocorrem geralmente na região parasagital pois a irrigação desta zona
é fornecida pelas filiais terminais das arterias cerebrais anterior,
média e posterior. A leucomalácia periventricular, os achados típicos
dos infartos cerebrais de zona limítrofe podem também ocorrer em neonatos
à termo. A patogênese e os achados radiológicos da leucomalácia periventricular
são similares.
Infarto
cerebral de uma arteria única
O infarto cerebral de uma única artéria ocorre mais freqüentemente na
distribuição da artéria cerebral média (Figura 247.3). O hemisfério
esquerdo é envolvido mais freqüentemente do que o hemisfério direito.
Os pacientes que se submeteram à sustentação circulatória extracorpórea
estão em risco de terem esse tipo de infarto.
Figura 247.3.— [A]
TC do cérebro que demonstra um infarto grande na distribuição do artéria
cerebral média. [B] RM do cérebro (imagem T-tornada mais pesada) que demonstra
um infarto pequeno da cápsula interna posterior.
Infartos
cerebrais multiarteriais
Os infartos cerebrais de
múltiplas arterias são menos freqüentes do que infartos cerebrais de
arteria única. Meningite deve ser considerada como uma possível causa.
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